Realmente acho que eu não nasci para essa história de blog... Mas, como o ano é novo, prometo que vou tentar...
Acho que eu não tenho tanto a dizer...
Realmente acho que eu não nasci para essa história de blog... Mas, como o ano é novo, prometo que vou tentar...
Acho que eu não tenho tanto a dizer...

Criado a partir da lenda urbana, o exercício solo, interpretado pela adolescente Heloisa Hevilyn, conta a trajetória da adolescente até se tornar a lendária: “Loira do Banheiro”.


Essa foto é de um espetáculo que eu fiz em 2002, é estranho pensar nele hoje... Acho que naquela época eu era menos preocupado com o como dizer, e assim dizia mais... Claro que, com um risco maior...
"Sangue na mão do garoto de dezesseis, que não chegaria aos dezoito e não se alistaria no exército... Que herói meu pais perdeu. Ali, nascia a Máquina de Trepar! O meu entendimento só foi maior, quando no bolso esquerdo da minha calça senti pulsar uma nota em dólar. Nascia a minha profissão. Graças a um boto; descobri a vaidade do sexo. ”

Oficina Teatral
Meu Olho, Meu Mundo
Nesses quase oito meses de trocas de experiências, sempre tive por objetivo despertar um olhar crítico dessas crianças sobre o mundo em que elas habitam. Acreditando, antes de tudo, que a arte cumpre um papel de revelar, criticar e transformar.
Antes de pensarmos em uma dramaturgia ou história a ser contada, era necessário deixá-los à vontade com o fazer teatral, evidenciando a idéia de liberdade de criação.
Foram muitos nossos estudos: aulas de expressão corporal, voz, improvisação, leituras de algumas obras teatrais como "O Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna, "O Despertar da Primavera", de Frank Wedekind, contos de Câmara Cascudo, algumas cantigas de roda e, principalmente, muita conversa sobre o que queríamos dizer.
Depois de tudo isso, pude perceber que o preconceito regional, o desagrado pelo nosso folclore e, principalmente, por nossa cultura de raiz, era fruto de uma cultura de massificação conduzida pela mídia e pelo consumismo que, cada vez mais, cega a pureza de nossas crianças, deixando-as com uma máscara superficial diante de suas realidades.
Duante os cinco primeiros meses de trabalho, identifiquei, através das improvisações, uma necessidade deles em abordar o tema "passagens da vida", sejam elas: a infância, a adolescência, a morte, o nascimento e, principalmente, o "deslocar-se". Então, juntos, começamos a criação de um texto capaz de responder nossas inquietaçôes. Nosso processo, sim, podemos chamar de uma verdadeira "saga". Uma saga de união entre um professor e doze corajosos alunos que, mesmo diante das dificuldades e dos calos que apontavam nos pés, não desistiram e chegaram. Onde? À conclusão de que, mais do que chegar, é preciso ir atrás, mesmo não sabendo do que. O importante é fazer da vida uma INCRÍVEL SAGA pela felicidade. E foi o que fizemos.
Texto e Criação Coletiva/Direção:William Costa Lima/Assistente de Direção:Fernando Ruiz Braul
Elenco:Bianca Mello-Vizinha 2/Carolina Dick- Jozeane/Erick Villela-Etrício/Emília Vitória-Vizinha 2/Fernanda Carneiro Silva-Magda/Giovana Serracine-Maciene/Gustavo Aquiles-Carteiro/Heloisa Carmo-Leinha/Letícia Gala-Menina, Prefeito, Diabo/Luis Paulo Villela-Denilson
Mariana Lisboa-Vozinha/Simone Corrêa-Valdirézia
Agradecimentos: Célia Ramos, Tatiana Pelin, Luanda Eliza,aos pais, aos professores e funcionários, ao Colégio Terra, e principalmente a tia Elaine, por toda gentileza e carinho.


Essa experiência com crianças e adolescentes foi uma das coisas mais bonitas que eu pude vivenciar em 2005.
Foi impressionante a agilidade de criação dessas crianças, assim juntinhos, criamos esse exercício.